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Vereador eleito toma posse algemado no interior de Minas Gerais


Câmara Municipal de Caratinga, no interior de Minas Gerais, viveu um momento diferente, com uma posse inusitada, na última terça-feira (03).

Reeleito vereador, Ronilson Marcílio Alves (PTB), 42 anos, chegou à sede do Legislativo local algemado, sob escolta policial e vestindo uniforme do sistema prisional. Ronilson está custodiado no presídio da cidade, desde 19 de dezembro do ano passado, acusado de extorsão contra um padre. O processo segue em segredo de Justiça. Outras três pessoas também foram presas sob a mesma acusação.

Antes de tomar posse, Ronilson foi diplomado por procuração pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerias. O vereador só não tomou posse no dia 1º, data em que aconteceu em todo o Brasil a posse de todos os vencedores das eleições passada, com medo de protestos de populares.


Segundo o Regimento Interno da Câmara de Caratinga, os vereadores que não tomam posse no dia previsto pela Justiça Eleitoral têm até 10 dias para fazê-lo com a presença do presidente da Casa.

Segundo informações, já foi impetrado um habeas corpus em favor de Ronilson, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas, foi negado o pedido feito pela defesa do vereador.

Ronilson tomou posse e depois voltou para o presídio. De acordo com o advogado dele, ele tem a prerrogativa de tirar uma licença não remunerada de até 120 dias sem perder o mandato. Durante este período, a defesa do vereador espera já ter conseguido colocá-lo em liberdade.



Ronilson esteve foragido e foi preso em Cordeiro, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após a Justiça decretar um mandado de prisão preventiva contra ele. O vereador Ronilson e outros três investigados na Operação Bolso Cheio da Polícia Civil foram indiciados pelos crimes de extorsão e organização criminosa.


A Operação da PC foi realizada em 29 de novembro, e investigou uma suposta organização criminosa suspeita de chantagear uma vítima, exigindo dinheiro, para que um vídeo íntimo não fosse divulgado. As investigações apontaram que os investigados teriam exigido inicialmente R$ 200 mil para não divulgarem o conteúdo do vídeo.


* Imagem; divulgação de redes sociais

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